Sinto meu corpo preso na maré de sentimentos. O equilíbrio que busco a longo prazo me puxa para o fundo do mar. A âncora é pesada, repleta de durezas e cobranças. Autopunição Desrespeito Intolerância Se eu deixar, afundo. Eu já quis. Não vou mentir, o desespero bate. A ansiedade e autocobrança em fazer dar certoContinuar lendo “Corpo em cena”
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Corpo infinito
Meu bem, quero te mostrar uma coisa: Meu corpo. Vem que eu te deixo tocar cada dobra, passar seus dedos em cada curva, volume, cada linha que me desenha. Eu te quero é me desenhando com suas mãos, sentindo minha pele arrepiar com seu toque. Te deixo apertar minha bunda com toda força, mas temContinuar lendo “Corpo infinito”
Proferir
… Talvez agora … Mas o silêncio retornou ….Talvez! Mas o vácuo está perpetuado em minha mente, Há uma entrada contínua de sons Sendo que nenhum deles é o que eu queria. O mundo grita lá fora Sem que eu realmente ouça o que ele tem à me dizer. Será que é mesmo assim?
É tão agressivo assim limpar sujeira? E a sensibilidade do resíduo, como fica? Helena sabe o que quer, mas não vê como pesar esse custo. Ela vai atrás, mas quem a segue e distancia ainda mais? Se vê cercada de pontos finais, algumas reticências e se aborrece com a quebra da continuidade. Helena quer. OContinuar lendo
Eu sou meu próprio mar
Não preciso de um marinheiro para me navegar. Quero que ele fique se for para acompanhar meu movimento. O controle não faz parte da minha travessia, mesmo o mar entende que as ondas do meu cabelo formam seu próprio caminho. Elas se tornam. O marinheiro tentou tomar posse dessas ondas. Ele quis prendê-las num coque, deixá-lasContinuar lendo “Eu sou meu próprio mar”
Ceder
Um bicho sem nenhum senso de nada abanando o rabo, balançando o rabo, babando, sacudindo. Eu-festa. Cheiro, dedo, olho, desaconselhável. Eu que sempre trava, peso, ombro doído. Eu que sempre chão agora tenho asas. Meu bem, eu preciso pousar em algum momento, mas estou acoplada ao mundo no céu. Estou fodendo. Não tomei nenhuma droga.Continuar lendo “Ceder”
Marcela,
Nós temos uma usina hidrelétrica no peito. Não cabemos em pouco. Queremos muito da gente mesmo e dos outros. Sem querer exigimos mais do que a realidade oferece. A realidade nunca nos foi palpável. Rasa demais, a propósito. Queremos é invenção, virar de ponta cabeça. Queremos o estômago saindo pela garganta, taquicardia. Que mundoContinuar lendo “Marcela,”
Atemporal
Tic tac, tic tac Para mim funciona diferente. Diferente de você, Dela, Dos outros, Diferente de mim. Por vezes passei por ele com indiferença, Mas hoje corro atrás, só quero andar lado a lado.
Moça,
Escrevo uma carta para tu. Eu sei que ainda doi, mas resista. A dor tá indo, a vontade de um Oi também. Aguenta! Logo, mais amor surge. ****** nem sua, nem meu ainda não somos: seus meus nossos. ainda não somos eus.
Dança morena
a morena sempre te esperou sentada, feliz, sorridente alongou os cabelos para te fazer feliz todo o tempo do mundo valia a pena quando ela estava com você. a morena sempre achou que você chegasse já porque era tudo amor e a saudade apertava. mas a morena viu que você nunca chegariaContinuar lendo “Dança morena”
