O que torna um filme feminista?

Mad Max: Estrada de Fúria (imagem: reprodução/internet)

Filmes e produções audiovisuais como um todo se diferem da maioria das formas de arte pelo seu caráter primordialmente coletivo. Eles não são como um livro, uma pintura ou uma escultura, que por serem feitos quase sempre de forma individual – no máximo em pequenos grupos – trazem clara a marca de seu criador.

Ao contrário, eles quase sempre demandam grandes equipes, que podem até seguir a mente de uma única pessoa, mas que contribuem de algum modo para a pluralidade do resultado. E grandes produções, principalmente, refletem os interesses de várias pessoas e organizações. Mesmo obras mais autorais, muitas vezes, acabam tendo um dedo ou outro de colaboração criativa.

Por isso é tão difícil pensar no caráter ideológico de um filme ou série de TV. Se por um lado é perigoso definir a bandeira de um filme apenas por seu conteúdo, sem considerar os interesses por trás dele, por outro é complexa a própria classificação desses interesses. Na hora de fazer essa análise entram em jogo os objetivos artísticos e financeiros, a liberdade criativa, o envolvimento de cada membro da equipe e vários outros fatores.

Eu acredito que isso faz com que a definição “este filme é feminista” VS “este filme não é feminista” acabe sendo mais subjetiva. Tendo, entretanto, critérios objetivos. Por mais que se possa entrar em dúvida se Mad Max – Estrada de Fúria (filme com conceitos feministas, mas dirigido e produzido por homens) é um filme feminista, não dá pra creditar como feminista uma comédia depreciativa do nível de A Verdade Nua e Crua apenas por ter mulheres no elenco. Também é bem doloroso ver alguma obra sendo considerada feminista a despeito de seu envolvimento com um diretor ou produtor abusador, por exemplo.

É compreensível a escolha tanto de quem só considera um filme feminista pela combinação de bastidores e conteúdo, quanto quem dá pesos diferentes para ambos os lados. É uma análise complexa, afinal de contas.

Você é linda Moça – Por Nathalia Lourenço

Texto escrito pela Nathalia Lourenço para o Elas Por Elas
Era uma vez, uma moça inteligente, divertida, linda, simpática… e insegura.

Não posso nomear a moça, elas são muitas, são minhas amigas, são mulheres que nem conheço, sou eu mesma.

Não sou capaz de contar a quantidade de garotas que conheço que são inseguras, muito inseguras. Também não sou capaz de contar a quantidade de relatos diferentes e ainda assim tão parecidos sobre suas inseguranças.

Ah, moça… se soubesse que isso tudo são armadilhas que colocaram na nossa cabeça…

Desde muito cedo somos ensinadas sobre como devemos nos vestir, falar, como nosso corpo deve parecer. E ai, se foge desses padrões, bom, vão te aconselhar “amigavelmente” a mudar. Afinal, é para seu próprio bem que você seja magra, tenha cabelos lisos, que fale como uma moça deve falar, que se porte como uma dama e outras coisas.

O que as pessoas não percebem, ou resolvem ignorar, é o quanto isso é tóxico, ter que fingir ser quem não se é ou perseguir um ideal de beleza mesmo que isso custe sua saúde.

Pretty Hurts (A beleza dói), música de Beyoncé
Acredito que toda essa exposição do “normal” e padrão na mídia a qual estamos acostumadas seja a maior culpada por toda nossa insegurança.
A beleza é uniformizada, e todas devemos ser assim, idênticas, mesmo que tenhamos um metabolismo ou genética diferentes e outro estilo de vida.
E, supostamente, quando atingirmos esse tão desejado padrão seremos mais felizes do que somos agora.
Sinto muito moça. Sinto muito por terem colocado essas coisas todas na sua cabeça, por terem te feito pensar que não é boa o bastante, linda, inteligente. Sinto muito por não terem te ensinado a se amar, a ver todas as suas qualidades e a ressalta-las sejam elas físicas ou não.
Você é gentil, você é inteligente, você é importante. (Filme: Histórias Cruzadas)

 

Te convido a olhar para o espelho, a enxergar sua beleza e a pensar nas suas qualidades. Pode ser um pouco difícil se não estiver acostumada a se ver dessa maneira, então peça ajuda as suas amigas, com certeza elas saberão te apontar os motivos por você ser bela e especial.

Eu escrevi tudo isso só para dizer que você é linda moça. Acredite.

Rezando pelo Haiti

Imagem do site Folha Vitoria

Neste dia 28 de setembro de 2016 o ciclone tropical batizado de furacão Matthew atingiu a Jamaica, Cuba, República Dominicana, Bahamas e especialmente o Haiti onde mais 1000 mortes foram atribuídas a tempestade, mais o cômputo final deve ser muito mais devastador.

Matthew também atingiu ao longo de toda costa leste dos EUA, nos estados da Flórida, Georgia, Carolina do Sul e do norte no entanto, se tornou os dos mais letais dos furacões no Atlântico desde do Stan, em 2005, que matou mais de 1.600 pessoas na América Central e no México.

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Imagem do G1

Unicef calcula que cerca 1,3 milhões de haitianos foram afetados pelo furacão, que passou por Tiburon com ventos de até 230km/hr e chuvas torrenciais. Diversas cidades sofreram danos alarmante em larga escala, deixando dezena de milhares de pessoas sem moradia e deixando muitas outras com 80% de suas plantações em regiões agrícolas.

A única ponte que ligava o sul ao centro do Haiti foi destruída, prejudicando os trabalhos de ajuda à população, e aumentando ainda mais a situação do país ainda se recuperando dos efeitos devastadores do terremoto de 2010. Foram organizados programas de ajuda internacionais no Haiti para o envio de alimentos, água, medicamentos e equipes de emergência.

Dinheiro também foi enviado na última segunda-feira, dia 10 de outubro, onde a colombiana Shakira fez doação no valor de 15 milhões de dolares (48 milhões de reais) para auxiliar após a destruição causada pelo Matthew. A doação foi feita através da fundação ALAS que supervisiona a reconstrução da ilha.

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Imagem do site ego

No mesmo mesmo ano do terremoto a cantora também ajudou o país, doando 1,5 milhões para reconstruir a escola Elie Dubois, na capital de Porto Príncipe e participou da campanha que revertia os lucros para a recuperação do país. O velocista Usain Bolt, que marcou presença nas Olimpíadas do Rio de Janeiro nesse mesmo ano de 2016 também fez uma doação de 10 milhões de dolares ( 32 milhões de reais).

Acima de sua serei eternamente minha

Acima de sua serei eternamente minha
(Foto: Tumblr)

Sempre fui poliamor e favorável ao poliamor, mas de uns tempos pra cá o apego tomou conta de mim. Posso parecer uma louca desvairada e anacrônica, mas no momento só uma pessoa me faz feliz dentro de uma relação de dependência.

Eu tenho ciúmes sim, medo de perder e vontade de ficar perto do fulaninho a todo o momento e me julguei muito por essa necessidade absurda e metódica de ter e ser completada por um só alguém sendo que existem 7 bilhões de pessoas no mundo.

Apesar das minhas pequenas crises meu amor e desejo não faz com que todas as mulheres do mundo tornem-se minhas inimigas, meu choro de ciúme é pelo medo de perder e não culpa das outras mulheres.

Minha intensidade sempre foi sufocante, e se eu to só com uma pessoa ela terá de mim tudo, mas isso não fará com que eu abra mão de quem eu sou, nem das minhas lutas e ideias, o meu amor anda de mãos dadas com a calmaria de saber que tenho do meu lado um alguém recíproco, que me ama com a minha intensidade e paranoias sem abusar do meu eu.

Eu não quero perder esse alguém, mas também não quero me perder em devaneios de posse e muito menos em histerias sem sentidos. Eu mereço e quero um alguém que me de as mãos nos momentos de desespero, e os beijos mais alucinados nos momentos que o tesão toma conta do meu pequeno ser.

Não desista de mim, mas não espere que um dia eu mude, eu quero você com todos os defeitos e artimanhas que te pertencem, e quero que me queira  inteira, maluca, neurótica, e acima de sua,  minha , toda e eternamente minha.

Inspiradas em Frida: Três pintoras surrealistas que você precisa conhecer

Jacqueline Lamba e Frida Kahlo (Foto: Divulgação) 

Enquanto uma guerra eclodia na Europa mulheres inspiradas suspiravam suas artes pelas mãos de Frida Kahlo, a grande inspiração feminista e surrealista da época.

Com um misto de sonhos, folclore, sentimentos e extrema realidade, essas mulheres transbordaram a sua arte e inspiraram o México e o mundo.

 

1- Jacqueline Lamba: Conhecida pela sua personalidade ardente e forte, sua obra transbordava o eu da artista, sendo diferenciada, forte e única.

2-  Remedios Varo:   Ela foi forçada a exilar-se da capital francesa durante a ocupação nazista da França e mudou-se para a Cidade do México em fins de 1941. Embora ela considerasse o México como um refúgio temporário, o país acabou por tornar-se sua residência definitiva inspirando muitas de suas obras e personalidade de suas pinturas

3-   Maria Izquierdo: considerada pelo  pintor mexicano Diego Rivera, a artista com uma das personalidades mais atraentes do panorama artístico da época e da Academia, chamando-a de “um valor seguro; seguro y concreto”. Suas obras são conhecidas pela intensidade de suas cores

Rennata – por Sara Tude

 

Algo nela me chamou atenção
Não sei dizer o que
Nem sei dizer porquê
Mas essa menina me fez perceber
Não sei dizer o que
Mas talvez, a realidade
Um outro lado da verdade
Algo despertou quando ouvi a sua oração
“Ele não sabe a minha história
A minha pele pode ser branca,
Mas ele não sabe a minha história.
Ele não sabe a minha dor
Ele não sabe a minha cor
Ele não sabe o caminho
Que os meus pés arranharam para chegar até aqui.
Para abrir a boca e dizer
Racista?
Minha pele pode ser branca
Mas ele não sabe a minha história
Ele não sabe os meus sufocos
Ele não sabe as minhas lágrimas
Ele não sabe as minhas dores
A minha mátria
Ele não sabe a minha luta
Ele não sabe a minha fome
De justiça
De igualdade
De minoria
Mas eu também sou maioria
Eu sou maior
E também posso ser
Ele não sabe que eu já sou
Eles não sabem que já somos
E sempre fomos
Sempre estivemos aqui
Para abrir a boca e dizer
Racista?”
Oração mais sincera
Clamor de quem se desespera
Não espera
Corre
E vive
E luta
E sofre
E vive
E ama
Confesso que foi assim que ela
Fez chamar à minha atenção
E depois disso, que descoberta!
Me desmontei e me desmonto
Dia após dia
A pensar naquela história
Naquela menina
Que vive
Ama
Corre
Existe
E ela é
Uma
Duas
Três
Várias
Muitas
Dores e flores
Num espelho, que reflete a realidade
Uma outra versão da verdade
O outro lado da rua pela qual ouso caminhar
E me arrisco a enxergar
O que muitos me esconderam
A realidade bate à porta
E eu, com prazer,
A deixo entrar.

Me chamo Sara, tenho 19 anos, sou geminiana, artista, bailarina, poetiza, professora de dança contemporânea e apaixonada pela arte em todas as suas formas de expressão.

Dando um lugar à mesa ao empoderamento negro

Cena de Don’t Touch My Hair

 Já me sentindo em casa com as minhas parceiras do blog,  começo meu texto de estréia com uma confissão: eu nunca havia ouvido a sério Solange Knowles e me arrependo tão amargamente quanto tomar um gole de café preto sem açúcar por acidente.

Parece exagero meu tal citação, mas após escutar A Seat At the Table (Um lugar  á mesa ), o novo álbum que chegou as lojas e plataformas digitais sexta-feir, 30/09, lançado depois de um hiatus de 4 anos do bem falado True (Verdade), fiquei mesmo me perguntando o do porquê não te-lo escutado antes, pois é exatamente meu estilo de música mais do que o álbum da Beyoncé, Lemonade, o qual escutei inteirinho e amei, o que não é uma grande contradição assim…

Apesar de tratarem de temáticas diversas, existem similaridades como militância negra, feminina, racismo e cabelo ( Hold up * Beyoncé, Don’t touch my hair * Solange) que coloca os álbuns como sendo dois lados da mesma história, complementos um do outro, mesmo com os formatos musicais bem afastados – mas isso não torna o álbum da mais nova dos Knowles iguais aos de Bey em algum aspecto. 

Cena de Cranes in the Sky

Parcerias poderosas como Lil Wayne, Sampha e a própria mãe dela, Tina Knowles ( Interlude: Tina Taught Me), assim como as experiências de sua vivência como a luta de seu pai, Mathew Knowles, que trabalhou duro até se tornar em um empresário do ramo da música bem sucedido, sua luta interna contra o racismo e contra o “racismo reverso”, algo que todo negro militante tem um pavor somente em ouvir, dão uma identidade única e singular ao álbum, com certeza lhe dando um lugar mais do que merecido sob nossa mesa, estantes e corações.

Desabafo sem amarras

A sensação de não se encaixar em porra nenhuma é algo que sempre influenciou à minha maneira de viver a vida.

Comecei a faculdade em um curso e universidade ambos maravilhosos e ao mesmo tempo que sentia como se nada me faltasse, um vazio imenso e uma dificuldade enorme em socializar com aquele pessoal me tiravam do sério.

Nunca tive dificuldades em socializar, inclusive a miscigenação de culturas, gostos, modo de ver a vida foi algo que sempre me encantou e atraiu-me profundamente.

O fato é, eu sempre me achei errada demais para o mundo e tentava realizar mudanças impossíveis no meu modo de viver. Mas será que eu estive certa esse tempo todo em que tentei mudar meus aspectos para me encaixar em uma sociedade extremamente escrota e por muitas vezes ignorante?  Obvio que não, e eu sempre soube disso.

A aceitação de que eu não estava errada em não me encontrar no limbo social, me dá um certo alivio e desespero continuo. É muito chato se sentir sozinha no mundo, abandonada, desgostosa, mas mais chato ainda é fazer parte de uma sociedade padronizada onde as regras são impostas por corpos perfeitos, dinheiro, e vazios existenciais.

O meu vazio é fruto de uma solidão, do fato de não conseguir me encontrar em meio a multidões, e não um vazio de mim mesma. Eu sei que sou completa, tenho meus conhecimentos, minhas vontades, minha solidez pessoal, e eu não preciso de respostas do mundo para saber se estou certa ou errada no meu modo de viver, mudar o mundo sempre foi uma vontade minha da juventude, mas não tornando as pessoas parecidas comigo (até porque isso seria insuportável) o que seria mudar de uma padronização para outra.

O que eu realmente sinto vontade é de pegar um martelo magico que pudesse quebrar todo e qualquer bom costume que obrigue as pessoas a seguirem padrões, e se afastarem de seus desejos e vontades.

Tudo o que eu quero é demonstrar meus desejos, me realizar, e sentir a vida em mim como se sente pingos de chuva em uma tempestade, não aguento mais me esconder da chuva, da vida, das coisas boas que o mundo omite atrás de uma máscara de massificação e padronização.

Eu quero a luz de ser eu mesma e sentir a s radiações alheias como uma mágica que me adentra, me toca, e me transborda, quero ensinamentos e novidades que são inadmissíveis a consciência da sociedade atual.

Afinal, talvez eu só precise de liberdade, liberdade o suficiente para libertar, salvar e me salvar; liberdade de viver sem amarras, travas, mesmices, angustias. O mal amar e o amar fazem parte da alma, estou virando a outra face para a vida bater.

Cinco mulheres essenciais para o cinema brasileiro

 

O cinema atual não é só constituído das mesmas cartas marcadas (normalmente do sexo masculino) onde mulheres costumavam a ter papeis coadjuvantes ás margens de um personagem masculino e poderoso.

Atualmente o cinema brasileiro apesar de estar longe de uma igualdade, é bem  mais dependente das mãos de cineastas femininas. Conheça cinco mulheres que fazem toda a diferença na sétima arte em solos brasileiros.

 

(Foto:Divulgação)

1-     Lucia Murat: foi presa e torturada nos porões da ditadura militar fato que exerceu uma influencia fundamental para a sua obra.

Obras de destaque: Que bom te ver viva (1989), Quase dois irmãos (2004), e A memória que me contam (2013)

 

(Foto:Divulgação)

2-     Lais Bodanzky: Além de diretora, também é roteirista e sua obra “Bicho de sete cabeças” foi considerada um dos filmes mais marcantes do cinema brasileiro o que lhe rendeu diversos prêmios

 

(Foto:Divulgação)

3-     Anna Muylaert: Produtora de diversos programas de TV a cineasta produziu diversos curtas e teve sua carreira marcada pelo filme “Que Horas ela volta” sendo ganhadora da premiação “Grande premio do cinema Brasileiro”

 

(Foto:Divulgação)

4-     Carla Camurati: Além de cineasta Carla também é atriz. Dirigiu diversas adaptações de Giacomo Puccini. Atuou em novelas e em 12 longas metragens.

 

(Foto:Divulgação)

5-     Petra Costa: Estreou no cinema produzindo e dirigindo o curta-metragem Olhos de Ressaca (2009). O primeiro longa, Elena (2012) que foi praticamente um documentário autobiográfico, foi exibido no festival Internacional de Cinema de São Paulo, na Semana dos Realizadores (Rio de Janeiro), no Festival Internacional de Documentários de Amsterdã (IDFA) e no Festival de Brasília do Cinema Nacional.

O que você sabe sobre a campanha #HeForShe criada pela ONU?


“Nenhum país do mundo alcançou a igualdade entre mulheres e homens, nem entre meninas e meninos, e as violações aos direitos das mulheres e meninas ainda são um ultraje. Por isso, temos que aproveitar as lições aprendidas e a certeza de que a igualdade a favor das mulheres leva ao progresso de todas e de todos. Temos que avançar com determinação e coragem”, Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora executiva da ONU Mulheres.
Essa frase foi dita por Phumzile Mlambo-Ngcuka, no dia do lançamento da campanha #HeForShe (ou #ElesPorElas no nosso bom português).
Para quem não está muito inteirada no assunto, o movimento #HeForShe foi criado pela ONU Mulheres, como uma forma de união global para o envolvimento de homens e meninos na destruição de todos os meios sociais e culturais que impossibilitam  o desenvolvimento do real potencial feminino, sua liberdade e direitos. Homens e mulheres trabalhando juntos para modelar uma sociedade de iguais.

O projeto focaliza o papel fundamental dos homens em uma parceria pelos direitos das mulheres. Seria uma forma de empoderamento de meninos e homens para que mantenham as relações de gênero sem o acompanhamento de atitudes machista. De acordo com o próprio site da ONU Mulheres,  a voz dos homens é poderosa para difundir para o mundo inteiro que a igualdade para todas as mulheres e meninas é uma causa de toda a humanidade.
O movimento, quando lançado, tinha o objetivo de unir um bilhão de homens, no período de um ano, dispostos a difundir a igualdade de gênero através da participação masculina. Foi grande a aceitação, inúmeros personagens famosos se uniram a causa.

Entre os nomes de famosos que apoiam essa campanha, acredito que o mais conhecido seja o da atriz Emma Watson, embaixadora da boa vontade da ONU. Em seu discurso no dia do lançamento da camapanha, ela disse o seguinte: “Eu quero que os homens comecem essa luta para que suas filhas, irmãs e esposas possam se livrar do preconceito, mas também para que seus filhos tenham permissão para serem vulneráveis e humanos e, fazendo isso, sejam uma versão mais completa de si mesmos”.

Mas ela não é a única. Existem muitos outros apoiadores, como por exemplo:

Harry Styles

Chris Colfer
Fernanda Lima, Rodrigo Hilbert, Marcelo Tas e Astrid Fontenelle


Existem muitas controversas quanto a participação de homens na luta feminista. Eu mesma tenho uma opinião pessoal de que homens não são feministas, mas sim apoiadores. A participação deles é relevante sim, mas não os vejo como detentores do título “homem feminista”.

O site da HeForShe mostra, no exato dia de hoje, o número 1.301.155,324, que indica quantas ações já foram alcançadas pela ONU. É possível acessar no próprio site todos os países em que essas ações ocorrem, assim como todas as categorias nas quais tais ações acontecem. Eles exploram questões relacionadas a educação, política, violência, trabalho, identidade e saúde.

Finalizando, convido você a conhecer mais sobre a campanha, assim poderá conhecer bem o porque de existirem pessoas que concordam e outras que discordam  dessa campanha. Depois volta aqui e me conte de qual lado você ficou, ok?

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