Fim da linha

Chega de Correr

O que fazer quando um sentimento não vai embora?
Como agir quando não se consegue fugir?
A quem pedir socorro, quando o socorro falha?
Onde se esconder, quando todos os esconderijos se esgotaram?

A todas as perguntas, a mesma resposta
Simplesmente porque não há solução
Não há nada o que fazer
Não há maneira melhor de fugir
Ninguém mais pode dar o socorro
Não há lugar onde se esconder

A única saída é se deixar ficar onde está
É firmar os pés no chão e enfrentar o que vem pela frente
Aprender a lidar
Você, sozinho, tem que aprender a ser forte
Porque mais ninguém pode sê-lo por você

Nota sobre o poema: Até alguns anos atrás, eu tinha um padrão recorrente em alguns sonhos meus. Neles eu estava sempre correndo de alguma coisa, que geralmente mudava (um assassino, uma criatura, um espírito). Eu corria sem parar, desesperadamente, sempre esperando chegar a algum lugar onde eu estaria enfim segura. A coisa nunca me alcançava, mas o local seguro também nunca chegava. E o pesadelo só acabava quando eu acordava: era o fim da linha. Os sonhos pararam, por algum motivo. Não sei se também parei de fugir dos meus medos da minha vida real. Acho que ainda preciso aprender a ser forte.

Achei o poema acima por acaso, enquanto procurava outro completamente diferente no meu computador. Não me lembrava dele, e também não sei se o escrevi inspirada nos pesadelos. Só achei extremamente pertinente a eles, por isso escolhi escrever esta pequena nota sobre o assunto. Talvez você ache que a minha decisão de escrever um relato em texto corrido tenha tornado este post menos artístico ou literário. Mas para mim essas pequenas curiosidades e coincidências da vida são um poema por conta própria, por isso a história ficará aqui.

2 comentários em “Fim da linha

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