
Poderia discorrer sobre as construções e desconstruções que o termo “mãe” vem sofrendo ao longo do tempo, sobre este assunto não faltam explicações, sejam elas de ordem histórica, psicológica ou social- todas de grande relevância. Poderia ainda discorrer sobre as imposições feitas às mulheres para que estas se tornem mães “perfeitas” ou até mesmo mães e sobre os efeitos de tais imposições, mas resolvi associar livremente e compartilhar um poema que pari faz algum tempo.
O objetivo ao compartilhar este fruto não gira em torno de explicações e justificativas, é apenas uma demonstração decorrente de uma nova forma de ver uma mãe – uma mãe possível.
Por fim, o mais próximo de uma justificativa a que posso chegar, é que tal poema é relativo a algo que eu como filha tive que aprender. Segue o poema:
MÃE
A-MÃE-É-SER
O BRILHO DO SOL
UMA FLOR
UM ESPINHO
E UM TANTO DE DOR
AMOR.
MÃE NÃO VEM DE FÁBRICA!
A- MÃE- É-SER
A- MÃE-É-SENDO.

Uma visão muito sensata do que é ser mãe/mulher, uma pessoa antes de qualquer coisa.
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