Entendendo melhor o que é esse tal de feminismo intersecional

Reprodução/Pinterest

Atualmente, temos visto várias vertentes do feminismo sendo citadas em conversas. A que eu vou tratar com vocês hoje é o termo Feminismo Intersecional.


Esse termo é cunhado pela professora norte-americana Kimberlé Crenshaw em seu livro e ela o define como:

A visão de que as mulheres experimentam a opressão em configurações variadas e em diferentes graus de intensidade. Padrões culturais de opressão não só estão interligados, mas também estão unidos e influenciados pelos sistemas intersecionais da sociedade. Exemplos disso incluem: raça, gênero, classe, capacidades físicas/mentais e etnia.

Para entenderem um pouco melhor sobre o que estamos falando, vou explicar da seguinte forma, intersecionalidade fala sobre como os diferentes tipos de discriminação interagem. Não há um tipo de feminismo tamanho único e tanto as campanhas feministas como as antirracistas tem deixado as “mulheres de cor invisíveis na visão geral”. 

Por exemplo, eu sou uma mulher negra e, como resultado, enfrento tanto o racismo como o sexismo ao caminhar em minha vida cotidiana. E nunca essas duas formas de discriminações passaram de forma separada em minha vida.


Kimberlé Crenshaw em foto do seu twitter oficial
                             

Acho importante esclarecer, para uma melhor compreensão, que o termo foi utilizado inicialmente para verificar a aplicabilidade do feminismo negro em leis anti discriminação. Crenshaw citou em uma palestra o caso de Degraffenreid vs General Motors, em que cinco mulheres negras processaram a GM por discriminação de raça e gênero. “O principal desafio da lei é a forma como foi fundamentada, porque a lei anti discriminação olha para raça e gênero como elementos separados”, diz ela. “A consequência disso, é que as mulheres negras americanas — ou quaisquer outras mulheres não-brancas — vivem a experiência de uma discriminação por sobreposição ou conjunta. A lei, inicialmente, não estava lá para vir em sua defesa”.


A principal coisa que a ‘intersecionalidade’ está tentando fazer, eu diria, é evidenciar que o feminismo, que é em certos discursos excessivamente branco e classe média, representa apenas um tipo de ponto de vista — e não reflete sobre as experiências de diferentes mulheres, que enfrentam múltiplas facetas e camadas presentes em suas vidas.

Falando como exemplo pessoal, quando o racismo é levantado no feminismo, ele acaba sendo tratado da mesma forma de quando esse tema é proposto em qualquer outro espaço de debate. Os discursos banais habituais são usados ​​e a acusação de “dividir o movimento” é muitas vezes atirada ​​ao redor.

Então, existem muitas opiniões acreditando que até que o movimento feminista majoritário comece a ouvir os diferentes grupos de mulheres dentro dele, ele corre o risco de se tornar estagnado e não será capaz de seguir em frente. O único resultado disso é que o movimento torna-se fragmentado e continuará a ser menos eficaz.

Viajante

Ela vivia de idas e vindas. Idas além e vindas profundas. Viajava sempre e das mais diversas formas. Às vezes montava na bicicleta só com uma mochila nas costas e ia percorrer o estado. Em outras ocasiões, juntava malas e ia de avião para o exterior. Já conhecera 300 cidades da própria nação e mais outros 7 países. Já fora a todos os continentes, menos a Antártida – mas ela já estava nos planos.
Nunca ia duas vezes para o mesmo lugar, e já fazia dois anos que não voltava para sua cidade natal. Para onde eram essas vindas, então? Pois eram para dentro de si. Seu destino de volta era seu próprio ser, que estava sempre receptivo e aberto para ser enriquecido. Cada canto somava um pouco.
As pessoas que conhecia acrescentavam vivencias inimagináveis. Os lugares vistos podiam propiciar paz de espírito ou firmeza de caráter. As comidas provadas eram absorvidas sempre com um agradecimento. Aprendia com cada uma dessas coisas em seu âmago. E, só então, partia para uma nova viagem, pronta para sair de si.

Namorar e não ter amigos não é normal



Demorei quase três anos de namoro para perceber que não ter amigos não era normal. Antes de namorar conhecia muita gente e tinha um amigo em cada esquina e só fui perceber que não tinha mais isso tarde demais.
Na verdade, só percebi isso quando minha atual companheira anunciou que não poderia almoçar comigo, pois almoçaria com uma amiga que não via há anos, o que até aí tudo bem. Mas então percebi que ela, por mais que saísse pouco, saía mais que eu com os amigos e vinha reencontrando alguns, enquanto a minha pessoa aqui continuava sentada no sofá.
Antes de tudo, vamos deixar algo bem claro aqui: Não tem problema nenhum seu companheiro ter amigos, okay? Isso é saudável e deve ser incentivado, logo esse não é o problema nesse texto. O problema é: Percebi que tinha deixado todos os meus amigos para trás por causa de um relacionamento.
Minha namorada nunca foi contra os meus amigos ou contra eu ter amizades, pelo contrário, ela sempre me incentivava a sair de casa e me divertir. Porém, sua vida era diferente da minha. Enquanto eu era fã de uma festinha e de um barzinho, ela preferia ficar em casa e ver uma série, até porque ela era menor de idade na época e tinha seus pais.
Acabei deixando de ir numa festa ali, num barzinho aqui para ficar com ela numa sexta a noite e quando dei por mim tinha me apegado a essa vida mais calma. Os contatos dos amigos foi ficando mais raso, já que a escola acabou e cada um arrumou sua faculdade e emprego, deixando seu tempo livre para se divertir em festas e, por não estar indo, fiquei para trás.
Minha namorada fez os tão esperados dezoito anos e agora quem curte uma festinha é ela, estando numa faculdade encontrar amigos que também curte é bem mais fácil. A incentivo a fazer isso sem medo e sair com os amigos para se divertir. Sempre que posso digo “Sai, vai se divertir, se joga!”, pois sei como esses momentos são importantes para alguém na idade dela e na vida em si.
Mas eu tô aqui, gostando dessa vida pacata e quentinha. Peguei ódio por baladas e não consigo me divertir mais tanto como antes, porém isso não é desculpas para não ter amigos. Se sentir sozinho não é bom e não é algo que deve ser apreciado, não com muita frequência pelo menos.
Precisamos nos permitir ter outras pessoas junto de nós, outras pessoas para rir e contar nossos momentos. Seu namorado ou namorada pode sim ser seu melhor amigo também, mas não pode ser seu mundo. Você não pode abrir mão de tudo por ele. Às vezes achamos que o namoro que nos deixou sozinhos, mas se for calcular bem, talvez, você esteja passando o mesmo que eu. Se prendendo só por estar namorando, mas essa culpa é sua. Alguém te privou desses detalhes? Seu namorado reclamava disso? Se não, abra mão de uma sexta ou outra e vá se divertir. Você precisa de amigos, além de uns beijos.
Temos que parar de achar que namoro perfeito é namoro que tem cem por cento do tempo um para o outro. Isso não existe, você não precisa ter seu tempo reservado para uma única pessoa, seja ela quem for. Você precisa se permitir ter um tempo para você também.
Ter amigos e se rodear de gente do bem ajuda em várias coisas e não só psicológicas, mas também físicas. Vários médicos incentivam a amizade e a receitam para o dia a dia, pois não existe nada melhor do que ter pessoas que representem sua aura positiva e que estejam mais do que satisfeitos em fazer parte de uma família com você.
Seu namoro não é o núcleo do mundo, você é, então abra um sorriso e vá ser feliz!
Quem escreve: Olá, meu nome é Amanda, mas pode me chamar de Mandy. Sou escritora, desenhista e blogueira do Vintezanos. Tenho 21 anos e ainda sou um ponto de interrogação para o que quero do futuro. Sou apaixonada por coisas velhas e me sinto como uma mobília da casa!

Liberdade – por Josiane Rodrigues

Reprodução/Internet

Ser mulher neste mundo, é, enquanto você anda pela rua, ver um homem, xingando com muita raiva outra mulher, simplesmente pelo short que ela estava usando, ele esbravejava e a xingava dos mais variados nomes, sem razão ou motivo algum. 

Se pensarmos na sexualidade e na repressão que nós mulheres sofremos por todos estes anos, fica claro o porque da raiva dele. Para nós mulheres, como todo mundo sabe, o sexo é considerado pecado, nosso corpo é considerado um convite, uma provocação, terra de ninguém. Somos lidas pela sociedade para servir ao homem de todas as formas, e isso não está mais acontecendo.
 Há o levante das mulheres que simplesmente não querem mais servir a homem algum, a pessoa alguma a não ser a ela mesma e isso incomoda. Para ferir está liberdade e este domínio do próprio corpo, a forma encontrada por muitos é a ofensa, ofende-se a mulher e sua liberdade de ir e vir com a roupa que quiser, ofende-se a maneira como ela se “comporta” a maneira como encara o mundo e sua auto estima. Mina-se, à todo momento, a liberdade e o sentimento de posse, algumas vezes assim, como este homem que citei fez hoje, agora a pouco, ou também em forma velada, fazendo “barganhas” com as mulheres, com frases do tipo “se quiser um homem, não se vista assim” “puta na cama, santa na rua” “não quer nada da vida se veste como vagabunda” e por aí vai…
 É importante lembrar que ao homem é dada toda a liberdade e espaços, ele pode e deve se relacionar com o maior número de mulheres possível e ganha prêmios por isso, ele pode e deve, referir-se a estas mesmas mulheres como vagabundas por terem admitido os mesmos desejos que ele tem, se o sexo é feito a dois, por duas pessoas (ou mais) como só um dos lados é condenado por querer, por estar ali, por fazer? Como pode ele, definir quem são as mulheres “certas” de acordo com a facilidade que transam com ele, e ele nunca é considerado errado? 
O fato é, o corpo é meu, o corpo é dela, de quem a gente quiser e não um local público, onde todos devem palpitar, opinar, cercear e condenar. Se um homem se importar mais com as roupas que a mulher usa na rua do que com seu bem estar e sua inteligência, o problema não está nela, está nele. Ser mulher é pegar trem e ficar com medo quando o vagão está muito vazio. Ser mulher é entrar ainda assim neste vagão, e um homem sentar – se ao seu lado, mesmo com muitos bancos totalmente vazios, e te encarar de forma estranha, com as mãos nas calças.
Sabendo do meu direito a liberdade, pedi licença a este senhor, me levantei e troquei de lugar. Não sou obrigada

Quem escreve

Josiane, mas prefiro ser chamada de Josi, estudante de letras e amante das milhões de formas que estas tem de juntar-se e assim, me faço poesia, as vezes crítica, as vezes observação, só pelo prazer e o alívio que a escrita traz.

Pela eterna união do #movimentovamosjuntas

Imagem: Vamos Juntas?

Na próxima vez que estiver em uma situação de risco, observe: do seu lado pode estar outra mulher passando pela mesma insegurança. Que tal irem juntas?

Vamos juntas?

 

Hoje eu quero realizar um post sobre uma das idéias mais incríveis desse mundo: o movimento Vamos Juntas?.
Moro em uma cidade do interior, e sempre que saio do trabalho tenho uma reta para atravessar até chegar à minha casa. Essa reta está quase sempre deserta e o fato da minha cidade ser pequena não diminui muito o meu medo. Já tive cães andando atrás de mim, o que me deixou assustada, assim como já tive bêbados me chamando, pedindo para que eu esperasse porque queria conversar comigo.
Hoje novamente ouvi passos atrás de mim, mas dessa vez eram de uma moça que estava saindo da escola noturna. Isso me deixou mais tranquila. Olhei para ela e perguntei se poderia pegar carona em sua companhia, ela logo me deu um sorriso e disse estar justamente tentando me alcançar.
Falei pra ela que essa nossa atitude de querer andar uma ao lado da outra só fortalece o movimento Vamos Juntas?,  foi quando ela me perguntou que movimento era essa do qual eu falava. E é nesse ponto que eu quero chegar, nem todas as mulheres conhecem esse projeto e ainda tem várias que a considera uma perda de tempo.
 
Portanto, resolvi explicar para minha parceira da reta deserta e a todas as mais que se mostram interessadas/necessitadas do que é que eu estou falando.
 
Imagem: Vamos Juntas?
   
Vamos Juntas? É um movimento criado pela jornalista Babi Souza no ano de 2015. A Babi apenas publicou no seu perfil pessoal do Facebook a ideia de que as mulheres não precisam andar sozinhas pela rua, é muito melhoror se unir para atravessar uma praça deserta. Como a própria criadora do movimento diz, só as mulheres entendem o medo que as outras mulheres sentem ao andar por aí.
 
Cada vez mais mulheres compartilham na pagina oficial do movimento como suas vidas foram modificadas ao se unirem umas as outras e ajudam no crescimento desse projeto.
 
O movimento se mostra tão importante na união feminina que possui grande força na sororidade. Não é apenas andarmos juntas nas ruas e depois dizer adeus, é ESTARMOS JUNTAS. União total na luta pela igualdade, segurança e valorização da mulher.
 
O movimento já possui mais de 340 mil seguidoras, e cresce cada dia mais. Já até temos um livro que a babi escreveu, é o “Vamos juntas? O Guia da sororidade para todas”.
Entende qual o real valor disso tudo? Você não está sozinha, todas temos medo. Só que todas temos a força para nos unir e nos defender, só precisamos aumentar a corrente para ver isso acontecendo.
 
Depois de hoje, sei que minha parceira da reta deserta passou a ser mais uma com a qual sei que poderei contar quando estiver com medo de seguir meu caminho para casa.

All-Cólica

         Foi entre inúmeras cobertas e aquela meia furada que se esforçava para esquentar os dedos que pareciam ter nascidos para serem eternamente gelados que me dei conta de que minha noite poderia ser muito melhor do que uma série assistida através dos incontáveis e descontrolados spoilers e aquela cólica que me acompanha (todo mês) desde o início da adolescência.  Já era hora de procurar na geladeira uma entrada saída para a noite que mal começava a se fazer ausente. Fui beber. 
        Entre um gole e outro, nota-se, de uma cerveja nem um pouco barata adquirida por indicações de quem se auto intitulou um bom conhecedor de bebidas, percebi que minha cólica começou a mudar. Talvez a dormência dos sentidos até então não alcançada com os remédios, teve seu êxito à medida que me “engolava” (uma mistura de engolir e de ser engolida simultaneamente) com aquele líquido projetado para lubrificar pessoas e garantir afinidades, então, por que não a simpatia, o equilíbrio, a reconciliação, o entendimento, ou qualquer outra coisa do tipo, entre mim e meu útero?! E foi aí, nesse cenário de ideias e percepções isoladas, que me julguei capaz de também criar uma cerveja. 
          Limitada à esfera dos anseios do meu intelecto e da baixa capacidade, naquele instante, de distinguir reais habilidades de uma necessidade imediata, sucumbi ao espetáculo de sensações materializadas em importâncias tão tangíveis como a dor que não me fazia existir e, enfim, criei a minha cerveja: All-Cólica. 
         Embora só minha e apenas minha, enquanto restritiva aos direitos da minha memória, bem como da dor particularmente feminina, a imaginei tão encorpada quanto à sensação corpulenta e compacta daquela cólica insuperável. A senti levemente amarga escorrendo pela minha garganta, assim como sentia aquele sangue descendo gradativamente até se assentar no coletor menstrual que adotei há alguns meses como o sujeito político que me imponho socialmente. 
     Como não entendo muito bem de cerveja, mas sim da minha cólica, a saboreei, sincronicamente, através do seu aroma que, de fato, não se fazia existir.  De forma análoga (ops!) aqui já se vão minhas analogias, pois, como disse, uso coletor, e coletores, felizmente, me fizeram esquecer o que é ter um cheiro de sangue manando entre minhas pernas.  Por fim, após tantos devaneios de uma mulher que, no mês que vem, voltará à dissonância de interesses biológicos e políticos, o que fica aí é a dica! 
         Então, amigas cervejeiras empoderadas (e homens também), caso queiram fazer uso do nome por mim inventado (All-Cólica), só não se esqueçam de me atribuir os créditos, blz?! Ahhh! Já ia esquecendo: para quem diz que cerveja e mulher não combinam, fica a informação de que a brasileira Tatiana Spogis ganhou o 3º lugar no Campeonato Mundial de Sommeliers, em 2013, na Alemanha.

Afilhadas de Gaia

Risos e mais risos. Vestidas de flores e brisa. Correndo e dançando pelos campos verdes. O sorriso de uma era oferecido à outra.
A mais velha era filha do arco íris. Era a mais alegre, saída ao pai. A mais nova, filha da aurora, tinha nos olhos o violeta da essência de sua mãe. Eram ninfas, não como tantas de que se ouve falar na mitologia. Eram afilhadas de Gaia.
Ambas possuíam o mesmo perfume, pois a madrinha e mentora ensinara-lhes a trajarem margaridas. A flor estava em volta de seus corpos, em seus cabelos e em suas almas.
Eram conectadas pelas margaridas. Gaia as ligara, mas nenhuma das duas compreendera o significado de tal união.
A filha do arco-íris percebia apenas que era fascinada pelos olhos violeta da filha da aurora. Mergulhava neles e às vezes se afogava… Só não sabia por que.
E a mais jovem de nada se dava conta. Brincava, ria e dançava com a outra. Só não podia sentir-se indiferente quando sentia o toque de sua pele.
Risos e mais risos. Vestidas de flores e brisa. Correndo e dançando pelos campos verdes. Deitando-se lado a lado na grama macia. O sorriso de uma era oferecido à outra.
Novamente os olhos da mais nova tragam a mais velha. E o toque da filha do arco íris entorpece a filha da aurora. A sensação inicial é de susto. A seguinte de medo. Mas a que permanece é de serenidade, à qual se une o entendimento.
Tudo sucedido pelo mergulho mais profundo nos olhos, logo fechados, e pelo toque mais vivo da pele, agora dos lábios.
Ligadas pelas margaridas. Afilhadas de Gaia. A filha do arco-íris e a filha da aurora.

Algumas pequenas mudanças

Semana passada nós anunciamos algumas novidades por aqui. Apesar de não trazermos nada muito grande hoje, resolvemos fazer um post para explicar algumas pequenas mudanças que fizemos no blog, principalmente com o objetivo de deixá-lo mais organizado.
Primeiro, estamos tentando trazer posts todos os dias para vocês. Estamos nos dividindo durante a semana justamente para tentar o máximo possível de frequência, de modo a produzir uma boa quantidade de conteúdo (sem perder a qualidade).
Estamos com alguns novos nomes para as colunas, e colunas novas também. “Histórias”, que antes continha os textos do projeto literário em si, agora se chama “Elas Escrevem”, uma forma tanto de aumentar a ligação com nossa identidade, quanto de reduzir ambiguidade com a História (aquela que a gente estuda na escola).
A fim de ampliar nosso leque, transformamos a coluna “Escritoras Maravilhosas” em “Culturarte”. Isso porque em “Mulheres na Cultura Pop” queremos focar em conteúdos específicos (como diz o nome), mas ainda temos muito o que trabalhar dentro das temáticas de Arte e Cultura. E para evitar que tivéssemos muitas colunas perdidas pelo blog, englobamos o “Escritoras” nela, mas manteremos as tags #escritorasmaravilhosas, #readwomen e #leiamulheres.
E a maior novidade é a coluna “Vivências”, que trará relatos mais pessoais (e em alguns casos introspectivos) sobre a vida feminina. Algumas vezes com formato de crônicas, outras como pequenos artigos, essa seção se diferenciará do “Elas escrevem” pelo caráter mais pessoal.
Para contemplar tudo isso, temos uma nova organização dos menus. No menu lateral, constam todas as novas categorias, enquanto o menu fixo contém agora uma página com os links e os banners de cada coluna. Isso, além dos já usuais links de “Home”, “Sobre”, “Elas Escrevem”, “Parceiros” e “Contato”.
Continuem nos acompanhando e conheçam cada uma das nossas novidades”!

Sobre duas de nós, nós

Sabe quando você olha o céu e sente aquele vento gelado que se adianta à tempestade? Pois é, eu estava me sentindo assim até você voltar. Até você voltar e distribuir palavras vazias e promessas inúteis que um dia me conquistaram como o pesar dos navegantes que anseiam por novos mares em dias de tormenta. Ah, seu eu pudesse alcançá-la e tocar-lhe o corpo que outrora teria sido meu. Não nos amamos dentro desse infortúnio de pequenos hábitos e cóleras, mas nos apaixonamos como quem nasce predestinado à escuridão dos amantes. Eu e você. Quem dera se eu tivesse, um dia, abandonado a rigidez que se revela inoportuna nesse momento de reencontro e me laçado aos seus braços estremecidos por não saber onde se apoiar, e com você caminhasse mundo afora sem saber pra onde ir ou como chegar. Talvez tivéssemos conseguido, assim, aliviar os pesares intimamente trocados em noites de vinho e pequenos afagos. Talvez assim, tivéssemos seguidos sozinhas o caminho que cada qual decidiu trilhar e, enfim, nos aventuraríamos à cegueira inconstante de um universo que tateia com as plantas dos pés as maravilhas do submundo, mas dele desconhece o prazer e as dores que só nossas almas mutiladas pelo exercício da realidade conseguiram encontrar. Impotentemente me vem à memória a doçura letárgica dos seus lábios, nos quais por algum tempo eu me fiz permanente. Ah, quem me dera se Flaubert pudesse explicá-la. Quem me dera se o tempo nos eximisse de um reencontro e nos afagasse com as belezas de outros corpos. Mas parece que quanto mais nos arriscamos à solidão, mais e mais nos aproximamos, como que se os deuses nos tivessem sangrado em conjunto e com isso conseguido, com gestos infantis, lograr uma aliança eterna, cuja ausência se faz mais presente e sensível que o selo de nossos braços e uma existência fragmentada pelos desencontros. Foram muitos os pousos em lugares áridos e temerárias as convivências que não me agraciaram com o seu encanto. Foram inúmeras as palavras rabiscas em livros e que se perderam na linha tênue entre o deixar falar e o se manter distante. Foram muitas as músicas ouvidas e dançadas enquanto permaneciam vivas na memória as madrugadas nas ruas de uma cidade inerte às experiências que nos fizeram rir. Foram cartas trocadas sem remorso ou pesar, desculpas pedidas aos quatro ventos sem razão e muitas, muitas (des)ilusões. E agora? Gostaria que vivêssemos naquele quarto de hotel abandonado que um dia nos permitimos criar. Beber aquele vinho amargo e barato que por alguns anos compartilhou das mesmas mãos que hoje, após longo tempo, tentam, novamente, se tocar.

Vem novidades por aí

Oi Gente. O post de hoje é muito especial, porque ele vem para contar três novidades para vocês. A primeira é que temos uma nova companheira: Michelle Borges, ela é Mestre em história e leciona Criminologia. A mais nova parceira da nossa equipe irá escrever histórias e poemas. Em breve vocês iram conhecer mais sobre ela em seus posts.
Nossa mais nova parceira: Michelle.
A segunda a gente já devia ter oficializado já faz um tempinho, mas só conseguimos falar sobre isso agora: firmamos uma parceria com o blog Vintezanos. Com foco geek e pop, o Vintezanos é um espaço bem legal criado pela Mandy Castilho. 

Com essa parceria, vamos fazer alguns blogs em conjunto sobre assuntos que têm a ver com os dois blogs. Vamos começar com a continuação do post “5 séries que passam nos testes Bechdel e Mako Mori (e fazem muito mais)”, que vai ser feita lá! Não percam!

E a terceira novidade é que o principal objetivo do blog, que é a literatura colaborativa feita por mulheres e para mulheres, finalmente se tornou real.

Uhuuuh
Iniciamos nossa procura por colaboradoras e, nos últimos dias, estivemos organizando os textos que recebemos de várias autoras diferentes, e iremos publica-los a partir dessa semana. Cada texto virá com uma pequena biografia e a foto das autoras para que possam conhecer cada uma.
Mas nossa procura não acabou. Você tem algum conto, poesia, história, opinião ou qualquer texto que goste? Quer vê-lo publicado em nosso blog? Então envie pra gente no email proj.elasporelas@gmail.com. Lembrando que o texto precisa possuir uma personagem feminina como protagonista, afinal queremos aumentar a representatividade da mulher na literatura. Nossa equipe irá analisar cada um com todo carinho e manteremos você informada desdo dia que o recebermos até o dia de sua publicação. Esperamos ansiosas por sua participação.
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